Genética
A genética é o ramo da biologia que estuda a hereditariedade e a variação de traços nos organismos. Ela está preocupada com a forma como determinadas qualidades ou características são transmitidas de pais para filhos, e a base molecular dessas características. Os geneticistas estudam o material (DNA) e os mecanismos genéticos na tentativa de determinar como os genes estão relacionados a variações de características hereditárias entre organismos relacionados ou similares. Os geneticistas também estudam a base e o possível tratamento para doenças genéticas, como fibrose cística, síndrome de Down, hemofilia ou anemia falciforme.
O termo genética é proveniente da palavra do grego γεννώ, genno, que significa dar à luz. A palavra genética foi aplicada pela primeira vez para descrever o estudo da herança e a ciência da variação em 1905.
Leis de Mendel
Em 1866, Gregor Mendel estudou a transmissão de sete diferentes traços de ervilha com cuidado retrocruzando muitas variedades distintas de ervilhas. Estudar ervilhas de jardim pode parecer trivial para aqueles de nós que vivemos em um mundo moderno de ovelhas clonadas e transferências de genes, mas a abordagem simples de Mendel levou a insights fundamentais para a herança genética, conhecidas hoje como Leis de Mendel. Mendel realmente não conhecia ou compreendia os mecanismos celulares que produziam os resultados que observou. No entanto, ele supôs corretamente o comportamento de traços e as previsões matemáticas de sua transmissão, a segregação independente de alelos durante a produção de gametas, e a segregação independente dos genes. Talvez tão incrível quanto as descobertas de Mendel foi o fato de que seu trabalho foi ignorado pela comunidade científica por mais de 30 anos![1]
Lei da dominância:
Cada traço é determinado por dois fatores (alelos), herdados a partir de cada um dos pais. Cada um desses fatores apresenta uma expressão característica dominante, co-dominante, ou recessiva, e aqueles que são dominantes mascaram a expressão daqueles que são recessivos (Ver Dominância genética).[1]
Lei da segregação:
Cada um dos dois fatores hereditários (alelos) possuídos pelo pais vão segregar e passar durante a meiose em diferentes gametas (óvulos ou espermatozoides), onde cada um irá transportar apenas um dos fatores.[1]
Lei da segregação independente:
Nos gametas, os alelos de um gene são separados independentemente daqueles de outro gene e, portanto, todas as possíveis combinações de alelos são igualmente prováveis.[1]
Herança
Genética
Em organismos de reprodução sexuada, cada gene num indivíduo é representado por duas cópias, chamadas alelos—um de cada par de cromossomos. Pode haver mais de dois alelos, ou variantes, para um determinado gene em uma população, mas apenas dois alelos podem ser encontrados em um indivíduo. Portanto, a probabilidade de que um alelo particular irá ser herdado é 50:50, isto é, os alelos segregam de forma aleatória e independente em células-filhas, embora haja algumas exceções a essa regra.[1]
O termo diploide descreve um estado no qual uma célula tem dois conjuntos de cromossomos homólogos, ou dois cromossomos que são os mesmos. A maturação da linha germinal de células-tronco em gametas exige que o número diploide de cada cromossomo seja reduzido pela metade. Assim, diz-se que os gametas são haploides—tendo apenas um único conjunto de cromossomas homólogos. Essa redução é realizada por meio de um processo chamado de meiose, onde um cromossomo em um par diploide é enviado para cada gameta filho. Os gametas humanos, portanto, contêm 23 cromossomos, a metade do número das células somáticas, que são todas as outras células do organismo.[1]
Uma vez que o cromossomo em um par se separa independentemente de todos os outros cromossomas, cada novo gameta tem o potencial para uma combinação totalmente nova de cromossomos. Nos seres humanos, a segregação independente dos 23 cromossomas pode levar a mais de oito milhões de diferentes combinações nos gametas de um individuo. Apenas um desses gametas vai combinar com um dos mais de oito milhões de combinações possíveis do outro progenitor, gerando um potencial surpreendente para variação individual. Mas isso é só o começo. Ainda mais variação é possível a partir da recombinação entre as seções dos cromossomos durante a meiose, assim como também a partir de mutações aleatórias que podem ocorrer durante a replicação do DNA. Com essa gama de possibilidades, é surpreendente que os irmãos sejam parecidos![1]
Epigenética
A epigenética é o estudo das mudanças hereditárias no fenótipo (aparência) ou na expressão gênica causada por outros mecanismos que não as alterações na seqüência do DNA subjacente, daí o nome epi- (Grego: επί- sobre, acima) -genética. Essas alterações podem permanecer através de divisões celulares para o resto da vida da célula e também podem durar várias gerações. No entanto, não há nenhuma mudança na seqüência do DNA subjacente do organismo; em vez disso, fatores não genéticos fazem com que os genes do organismo se comportem (ou "se expressem") de forma diferente.
Nos últimos anos, tornou-se cada vez mais claro que a herança celular não se limita a simples genética mendeliana. O termo epigenética foi utilizado para descrever esses tipos de herança que não são devidas a alterações na sequência de nucleotídeos do DNA, mas que ainda resultam em um novo traço sendo passado de pais para filhos. As sequências fixas de DNA enroladas em torno das proteínas histonas dão forma à estrutura física do genoma enrolando firmemente genes inativos tornando-os ilegíveis ou inacessíveis, enquanto desenrolando genes ativos, tornando-os livremente acessíveis. A manutenção da estrutura do genoma e os pontos estratégicos de locais químicos sobre sequências de DNA são controlados pelo epigenoma e permitem que o genoma produza a expressão fenotípica. Marcadores químicos epigenéticos reagem a estímulos ambientais naturais e se manifestam através da dieta ou estresse, por exemplo.[2]
A epigenética é um campo incrível de estudo que abrange toda uma série de processos celulares. Alguns mecanismos epigenéticos incluem: a metilação do DNA, modificações das histonas do DNA, imprinting genômico, RNAs não-codificantes, e inativação do cromossomo X. Estes resultam em alterações nos organismos ou nos tipos celulares, incluindo na diferenciação celular. Basicamente, a epigenética é um termo geral usado para descrever qualquer tipo de memória celular transmitida aos descendentes que não envolve manipulação direta da seqüência do DNA.
A descoberta deste processo tem sérias implicações para a biologia criacionista, dado o fato de que grandes mudanças fenotípicas podem ocorrer sem o processo darwiniano de mutação genética e seleção natural.[3]
Variabilidade genética
A comunidade científica em geral assume que as células foram formadas sem design inteligente. Portanto, as teorias genéticas existentes foram desenvolvidas por aqueles que não estão a procura de mecanismos que modificam intencionalmente a informação genética. Os cientistas seculares acreditam que a evolução é em grande parte o resultado de acidentes bioquímicos. Embora geneticistas e reprodutores tenham cuidadosamente estabelecido que a recombinação genética é responsável pelas variações de raças de planta e animais, nós ainda somos ensinados que mutações aleatórias produziram as variedades naturais de espécies, como os tentilhões nas ilhas Galápagos. Esse contraste entre fato e ensinamentos é resultado de necessidade teórica ateísta, que deve propor que reações aleatórias não confiáveis sobre sistemas vivos são responsáveis pela evolução.[4]
Existem duas fontes de variabilidade genética: a recombinação genética e a mutação. As mutações são alterações aleatórios e não intencionais de nucleotídeos que podem ocorrer de muitas maneiras, tais como por erros durante a replicação, ou por exposição a agentes mutagênicos químicos. A recombinação genética, por outro lado, é realizada intencionalmente pela maquinaria celular e os seus produtos permanecem largamente não caracterizados. Tanto a mutação como a recombinação genética podem modificar genes, mas nós estamos sendo ensinados incorretamente que a mutação é a fonte primária de variabilidade conduzindo a evolução.[4]
Pouco se sabe sobre a recombinação, exceto que as reações ocorrem entre cromossomos, que alteram o genoma de cada célula filha de modo que nenhum par de filhos é completamente idêntico. Dado o nosso nível de entendimento, ainda não podemos colocar uma limitação em sua capacidade de manipular o DNA. Está claro que a constituição genética dos organismos não é estática, e a maquinaria molecular da célula está alterando genes e criando novos alelos a cada geração que passa. O objetivo dessas reações é claro. Elas ocorrem de modo a que os organismos sejam capazes de se adaptar fisicamente e bioquimicamente, e assim ocupar uma ampla gama de habitats da terra.[4]
Tem sido reconhecido há décadas que as diferenças encontradas entre os filhos dos mesmos pais são o resultado de eventos de recombinação durante a meiose. Raças domésticas, por exemplo, são recombinantes, e não mutantes. Esses rearranjos estão sendo realizados de forma planejada para fornecer potencial adaptativo para todos os organismos. Ao contrário da crença popular, a mudança adaptativa através de recombinação não é aleatória, mas em vez disso é altamente sistemática. Em comparação, as mutações são alterações aleatórias e destrutivas, que destroem informações. As mutações são mais tipicamente deletérias, perturbadoras para a função do genoma, e são corrigidas pela célula quando detectadas. A mudança adaptativa ocorre realmente por meio de uma história de recombinação genética e seleção natural, mas pela forma como é ensinada, você nunca vai saber de nada a não ser que mutação esteve envolvida.[4]
Ao contrário do que os evolucionistas ensinam, a adaptação é o resultado de reações celulares sistemáticas e intencionais. No entanto, em contraste com percepções criacionistas típicas, essa variação não se limita à variabilidade possuída pelo organismo originalmente. Deus criou uma maquinaria celular que está realizando um nível de auto-engenharia genética. Esse processo está criando novas informações e sendo capaz de modificar organismos de forma tão dramática que frequentemente não os reconhecemos como aparentados. As manifestações físicas dessas reações é difícil de prever, e também é bem possível que edições genéticas estejam sendo feitas em resposta direta às demandas ambientais.[4]
Duplicação de genes
A duplicação de genes é o princípio central do Neo-darwinismo. No entanto, nunca houve qualquer evidência de que novidade genética possa ocorrer a partir desse processo. Na verdade, muito recentemente pesquisa foi conduzida por Joseph Esfandiar Hannon Bozorgmehr (Complexity, 22 dezembro de 2010) e que não pôde encontrar nenhum exemplo de duplicação de genes que poderia ser aplicável à teoria. Ele passou a dizer:
| “ | Duplicação de genes e divergência evolutiva subsequente certamente aumentam o tamanho do genoma e em grande medida a sua diversidade e versatilidade. No entanto, em todos os exemplos dados acima, mecanismos evolutivos conhecidos foram marcadamente limitados na sua capacidade de inovar e de criar qualquer informação nova. Esse limite natural à mudança biológica pode ser atribuído majoritariamente ao poder da seleção purificadora que, apesar de ser relaxada em duplicações, está ainda assim sempre presente...
...os vários mecanismos de pós-duplicação implicando mutações e recombinações aleatórias considerados foram observados para ajustar, modificar, copiar, cortar, dividir e embaralhar a informação genética existente em volta, mas ficou aquém de produzir funcionalidade genuinamente distinta e inteiramente nova... ...A seleção natural gradual é sem dúvida importante na adaptação biológica e para garantir a robustez do genoma em face das pressões ambientais em constante mudança. No entanto, o seu potencial para a inovação é grandemente inadequado no que diz respeito a explicar a origem das sequências exônicas distintas que contribuem para a complexidade do organismo e a diversidade da vida. Qualquer alternativa/revisão ao Neo-darwinismo tem de considerar a natureza e organização holística da informação codificada nos genes, que especifica os motivos bioquímicos interdependentes e complexos que permitem que moléculas de proteína se dobrem corretamente e funcionem de forma eficaz.[5] |
” |
Doenças
- Síndrome de Asperger
- Autismo
- Câncer
- Doença de Crohn
- Síndrome de Down
- Doença de Huntington
- Progéria
- Anemia falciforme
- Síndrome de Tourette
Geneticistas
Os geneticistas criacionistas interpretam os mecanismos celulares por trás da genética (hereditariedade) com base no pressuposto de que a criação bíblica descrita no livro de Genesis foi um evento real e histórico, e têm como principal objetivo mostrar que a transmissão e a herança de traços são melhor interpretadas dentro dessa visão de mundo. A seguir estão os geneticistas que defendem o ponto de vista criacionista:
- Jim Allan
- Robert Carter
- André Eggen
- Maciej Giertych
- Walter Lammerts
- Lane Lester
- Gregor Mendel
- Collin Mitchell
- Georgia Purdom
- John Sanford
- Giuseppe Sermonti
- Jeffrey Tomkins
Genética
Referências
- ↑ 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 What is a genome? pelo National Center for Biotechnology Information, National Institute of Health, 31 de março de 2004. Acessado em 21 de agosto de 2008.
- ↑ Epigenetics -Environmental factors can alter the way our genes are expressed, making even identical twins different. Foi ao ar em 24 de julho de 2007 pela PBS.
- ↑ Evolution in Four Dimensions Apresentação por Eva Jablonka, Tel Aviv University. Publicado em 23 de outubro de 2009, registrado em setembro de 2009.
- ↑ 4,0 4,1 4,2 4,3 4,4 Genetic Variability by Design por Chris Ashcraft. Journal of Creation 18(2), 2004.
- ↑ Does Gene Duplication Perform As Advertised? por Jonathan M. Evolution News and Views, 5 de janeiro de 2011.
Ligações externas
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